Rockshow – Paul McCartney e a banda Wings

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Paul McCartney é o que se pode se chamar de uma unanimidade musical. Difícil encontrar quem não goste de pelo menos uma canção composta – ou cantada – pelo ex-Beatle. Na verdade, é bem mais fácil encontrar fãs do músico, entre os quais muitos brasileiros que foram agraciados com uma série de shows realizados no país recentemente. Quem não teve a oportunidade de conferir uma dessas apresentações pode se consolar com uma marcante performance do cantor em Rockshow, que será exibido nesta sexta-feira (26), sábado (27) e domingo (28), no UCI Kinoplex, no Shopping da Ilha.

O show é um belo momento pinçado de uma carreira consolidada – iniciada na década de 50 com os Beatles – e que, felizmente, ainda deve se prolongar por bastante tempo. A apresentação de 1976, em Seattle, nos Estados Unidos, evidencia que as marcas do tempo estão aparentes apenas no rosto do Paul dos dias de hoje, pois o vigor, o carisma e a qualidade musical percebidos no registro mantêm-se na atualidade. Ao lado dos companheiros da banda Wings – formada pelo ex-Beatle (vocal, baixo e piano), por Denny Laine (vocal e guitarra), Jimmy McCulloch (vocal, guitarra), Joe English (vocal e bateria) e Linda McCartney (vocal, teclado) -, Paul comanda um show memorável, que foi restaurado e remasterizado para ser exibido nos cinemas antes do lançamento em DVD e Blu-Ray.

Já na primeira música, Rockshow, o público se rende à atmosfera vibrante da apresentação e é conduzido pelas próximas horas, ora aplaudindo energicamente, ora apenas contemplando o entrosamento dos músicos no palco. Para quem assiste ao show na sala de cinema, é difícil controlar os impulsos de aplaudir ao final de cada música ou mesmo a vontade de levantar e dançar em alguns momentos.

O set list transita entre rocks vigorosos e baladas mais tranquilas, com Paul ao piano. Músicas como Call me back again, Bluebird, You gave me the answer e My Love compõem alguns dos momentos mais memoráveis do show. Apenas com Paul ao violão, Yesterday emociona a plateia e leva até mesmo marmanjos barbudos às lágrimas. Mas o auge do show é mesmo Live and Let Die, com direito a explosões e jogos de luzes que contagiam o público. Vale um destaque também para Magnetum e Titanium Man, com a imagem de um dos grandes vilões das HQs, Magneto, dos X-Men.

Ver Rockshow na telona é uma experiência sensorial enriquecedora, além de ser uma iniciativa que tem se tornado mais frequente pelas grandes redes de cinema, que têm apostado na exibição de documentários – como Springsteen and I, biografia sobre o cantor norte-americano Bruce Springsteen – e até balés famosos a exemplo de Cinderela e Lago dos Cisnes.

Banda – Em Rockshow Paul McCartney parece muito bem ajustado àquela banda criada em 1971, pouco tempo depois do fim dos Beatles, e que sobreviveu por 10 anos, apesar das mudanças em sua formação. O show relançado nesta sexta-feira em algumas salas de cinema do país integrou a turnê Wings Over América, que foi registrado em um álbum de mesmo nome. Apesar de ser o líder da banda, Paul McCartney assume os backing vocals para que seus colegas Jimmy McCulloch e Denny Laine possam assumir os vocais em algumas canções. Lição de humildade!

Antes da exibição de Rockshow, o cantor fala sobre o relançamento do show, que para ele foi bastante significativo por se tratar de uma das apresentações da turnê americana, o auge – segundo ele – para os artistas que vêm da Europa. Paul aproveita para justificar a presença da esposa Linda McCartney na banda. Para ele, a pouca experiência de Linda era semelhante à dos cinco rapazes de Liverpool no início dos Beatles, mas naquele show ela já exibe mais segurança e consegue interagir com o público. E para finalizar, o ex-Beatle convida os espectadores a desligar os telefones celulares para aproveitar melhor o show. Um pedido de Sir Paul McCartney é uma ordem!

Publicado na edição de 25 de julho do Jornal  O Estado do Maranhão

 

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Publicado por

Poliana Ribeiro

Poliana Ribeiro é jornalista, especialista em Jornalismo Cultural pela Universidade Federal do Maranhão, apaixonada por Cinema, Literatura e Cultura de um modo geral, curiosa ao extremo, fã de Foo Fighters, Feist, Marisa Monte, Fernanda Takai e por aí vai.

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